Golpe do Pix: hackers contam como enganam vítimas; saiba como se proteger

Hackers dizem como enganam vítimas e roubam dados

Uma aposentada de 78 anos recebeu, no fim de julho, uma ligação do filho dizendo que uma suposta funcionária do banco entrou em contato relatando que criminosos tentaram acessar a conta bancária dela.

A mulher então foi a uma agência na cidade de Santos, no litoral paulista, e fez os procedimentos que a suposta funcionária indicou.

No dia seguinte, a aposentada recebeu uma nova ligação avisando que os procedimentos não tinham sido completados e a orientou para ir a um caixa eletrônico concluí-los. Logo depois de seguir os passos, ela tentou fazer uma compra no débito em uma farmácia e teve a operação negada.  

Ao entrar no aplicativo do banco, a aposentada percebeu que tinham sido feitas diversas transações, incluindo um Pix no valor de R$ 24,7 mil e diversos empréstimos. Os golpistas tiraram dinheiro da conta até que o saldo ficasse negativo.

A vítima estima que o prejuízo total tenha sido de quase R$ 60 mil. O caso é investigado como estelionato pelo 3º Distrito Policial de Santos. 

Como se proteger?

Segundo Simoni, a maioria dos golpes aplicados por hackers exigem uma engenharia social para enganar as vítimas, muitas vezes com o criminoso se passando por banco ou por empresa.

"É comum o golpista dizer que o cliente está com um problema no Pix e que precisa fazer uma transferência para testá-lo. Ou até dizem que se ele fizer um Pix vai receber em dobro porque o sistema está com problemas."

De acordo com o especialista, a Receita Federal bloqueou, até setembro de 2021, mais de 2,7 milhões de tentativas de golpes envolvendo o Pix.

1. Baixe um antivírus

Uma das maneiras de proteger o celular de um golpe é instalando um software antivírus no aparelho. Simoni disse que o mais baixado no Brasil é o Defender Security, gratuito e criado no Brasil — com 200 milhões de downloads e 6 milhões de aparelhos que o usam diariamente. Segundo ele, aplicativos de defesa contribuem para que o aparelho não fique vulnerável a ataques.

2. Fique atento ao visitado e desconfie de mensagens recebidas

Além de instalar um antivírus, o especialista em segurança cibernética disse que as pessoas precisam desconfiar de mensagens e ligações de desconhecidos. Essa é a origem da maior parte dos golpes que envolvem estelionato.

"Na dúvida, procure a instituição que entrou em contato. Ligue para o gerente perguntando se realmente há uma cobrança, retorne a ligação para o número que te procurou e tome cuidado ao passar seus dados pessoais, principalmente senhas.

Um desses ataques é aplicado por meio de conexões wi-fi ou páginas de sites confiáveis, como portais de notícias e lojas de departamento.

3. Escolha senhas seguras e difíceis

Criado por hackers em 2013, o programa DNS Change invade celulares com senhas de wi-fi fáceis, como "12345678" ou "adm1234" e troca a identidade do aparelho.

Desta forma, o golpista consegue ter acesso ao aparelho e espelhar a tela em seu computador sempre que o usuário entrar em um site ou página que o interesse, como a de um banco. O hacker usa uma página falsa para que o usuário coloque suas senhas, número de agência e conta.

Segundo Simoni, especialista em segurança, cerca de 40% dos celulares brasileiros estão vulneráveis a esse tipo de golpe porque possuem senhas fáceis ou não têm senha.


  • Fonte: Felipe Souza - @felipe_dess
  • Da BBC News Brasil em São Paulo

https://www.bbc.com/portuguese/brasil-59171217






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